O Outono chegou, sem surpresas... A noite, as ruas, serão ainda convidativas? Serão sempre, dirão alguns... Eu fico entre paredes, a deleitar-me com delírios progressivos como este dos holandeses Focus. A guitarra supersónica de Jan Ackerman e o yodel à beira do colapso de Thijs van Leer são o que mais se aproximam do meu estado de espírito actualmente. E talvez não esteja sozinho...
4 de outubro de 2008
3 de outubro de 2008
Oh My...
Há muitas coisas que podem contribuir para melhorar uma sexta-feira. Enumerá-las é fastidioso. Especialmente quando acordamos com a vitória do Benfica ainda a latejar-nos na mente. Há coisas simples que podem tornar um dia perfeito, mesmo que seja a perfeição de um pedaço de latão banhado a ouro. A pura classe de Reyes, vencer uma equipa italiana, um treinador racional... há muito que não via tanta sobriedade no meu Benfica. Esperemos que dure. Ou, melhor ainda, que não acabe. Que estes homens sejam heróis por bem mais que um dia! Que Bowie me perdoe o sacrilégio, mas uma canção de amor pode ser um quadro em branco onde cada um pinta o que sente... Viva o Benfica!
2 de outubro de 2008
Oh No...
Nestes tempos de Euribor assustadoramente imparável e petróleo obscenamente caro, já nem a salvação norte-americana podemos esperar. O porquinho de loiça que contém a "maior economia do mundo" está rachado e esperemos que não acabe em cacos. Desta vez, não é a América que emerge prosperamente como farol do mundo. É a América que precisa de ser salva.
Velhos e saudosos tempos em que havia alguém que se insurgia, que escandalizava, que escapava à modorra vigente. Hoje, o silêncio dos bons continua a ser incompreensível perante a gritante injustiça de que são alvo. Ocorreu-me que já não há homens nem bandas como Iggy Pop e os Stooges. Pelo menos à vista. Na sombra, sem coragem nem ânimo para ousar pensar e agir, existirão muitos. Este homem que despeja manteiga de amendoim sobre o seu corpo daria um bom candidato à Presidência dos Estados Unidos. Só para que algo de novo acontecesse. Só para que a vontade de revolta e de mudança não fosse uma nota de rodapé na minha geração. No fim ganharia Obama, obviamente. A loucura tem limites. Mas é saudável saber que existe. Todos deveriam saber que o punk não nasceu na Inglaterra. Nasceu na América em 1969 com estes senhores.
Velhos e saudosos tempos em que havia alguém que se insurgia, que escandalizava, que escapava à modorra vigente. Hoje, o silêncio dos bons continua a ser incompreensível perante a gritante injustiça de que são alvo. Ocorreu-me que já não há homens nem bandas como Iggy Pop e os Stooges. Pelo menos à vista. Na sombra, sem coragem nem ânimo para ousar pensar e agir, existirão muitos. Este homem que despeja manteiga de amendoim sobre o seu corpo daria um bom candidato à Presidência dos Estados Unidos. Só para que algo de novo acontecesse. Só para que a vontade de revolta e de mudança não fosse uma nota de rodapé na minha geração. No fim ganharia Obama, obviamente. A loucura tem limites. Mas é saudável saber que existe. Todos deveriam saber que o punk não nasceu na Inglaterra. Nasceu na América em 1969 com estes senhores.
Oh Yeah...
Can... Será que alguém ainda os ouve? Será que alguém os ouviu realmente? Esta peça inovadora e imortal continua a revolver os meus neurónios. Continua a ser o reflexo de uma música genial e sem compromissos onde Stockhausen, os Mothers Of Invention e os Velvet Underground parecem fundir-se para criar algo de tão novo e estimulante que, passados mais de 30 anos ainda mantém a estranheza e o deslumbramento original. A bateria do assombroso Jaki Liebezeit, o verdadeiro Mann Maschine, o baixo do mítico Holger Czukay e as vocalizações ad lib de Damo Suzuki preenchem o magnífico álbum Tago Mago. O Krautrock será sempre uma constante deste espaço, pois nunca a música denominada popular foi tão livre de amarras e aberta a novas experiências. O resultado: ARTE musical no mais puro sentido do termo, assente na sensação, no prazer da interligação e na libertação do improviso...
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