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12 de fevereiro de 2014

Antro de Luxo



http://www.tribute.ca/tribute_objects/images/movies/CBGB/CBGB.jpg

CBGB, o filme, conta a história do lendário clube e bar que ajudou a gestar e parir o movimento punk em Nova York. Uma espelunca meio esconsa, no coração da mal-afamada Bowery dos anos 70, e gerida por um idealista chamado Hilly Kristal. A história deste homem, desde sempre ligada directa ou indirectamente à música, é igualmente explorada na película de 2013 realizada por Randall Miller. Um homem que pretendia apenas erguer um espaço que divulgasse a música tradicional americana (Country, Bluegrass e Blues, iniciais do nome da casa) mas que acabou por criar um monstro. O mundo nunca mais seria o mesmo depois do advento de bandas icónicas como Ramones, Talking Heads, Television, Dead Boys ou Blondie. Produtos à margem do mainstream da época e que encontraram no CBGB um veículo de divulgação e um trampolim para o reconhecimento. Melhor ou pior clonadas, todas elas surgem no filme, que vale mais pela banda-sonora e pelo desfile de referências, que pelo impacto interpretativo. Mesmo assim, e à falta de melhor, não deixa de ser um objecto curioso e recomendável para quem não conhece este capítulo importantíssimo da história do rock. Assim como um pedaço de nostalgia para quem o conhece ou viveu in loco. Aos interessados, segue o link para a película completa: CBGB (2013) Full Movie Watch Online.

15 de junho de 2011

Insubmission

Os Sex Pistols nasceram (ou foram fabricados) em 1976, mas não custa nada imaginá-los hoje, a irromper lares adentro pela TV em horário nobre ou a esporear o puritanismo com alfinetes-de-ama. Assaltaram-nos quando o mundo musical se estava a transformar num tédio pomposo e o mundo real era um cigarro a arder esquecido num cinzeiro. Os dias que partilhamos deveriam igualmente ser partilhados por eles. Porque o mundo não melhorou desde que nos desafiaram a Nevermind the Bollocks. Deviam assinar um contrato discográfico em frente de uma agência de rating e re-dedicar No Feelings ao neoliberalismo fundamentalista.
Se existe uma expressão cliché, ela é Punk's Not Dead. Proliferou durante os anos 80, diminuiu nos anos 90 e pereceu definitivamente no novo milénio com o surgimento de nados-mortos como Green Day ou Blink 182. Aqui vai um pequeno auxiliar de memória do tempo em que os bois eram chamados pelos nomes. Um momento de ruptura que, mais ou menos artificial, deixou a marca de um ferro em brasa na pele de Inglaterra, revolucionou a cultura da juventude e devolveu a música pop à vox pop. Pela mão de Julien Temple, a segunda vez depois de The Great Rock'n'Roll Swindle, a voz foi dada ao Sex Pack. Entreguem-se, renovada e revoltadamente, à insubmissão.